Olá, hoje vou falar um pouco sobre minhas impressões obtidas na prática clínica, quando um paciente de psicoterapia individual começa a mudar seu jeito de pensar, responder e se comportar nas suas relações e como esse estranhamento das pessoas próximas pode interferir no percurso tratamento.

É muito comum na pratica clínica, aparecerem mais mulheres do que homens em busca de acompanhamento psicoterapêutico e isso pode ser associado ao fato que em sua maioria são as mulheres quem procuram mais assistência médica, seja para elas ou para os filhos. Ainda existe um fator cultural e cerebral que também fundamenta tal assertiva, por elas serem mais comunicativas, abertas a falarem de sentimentos e mais propensas a demonstrar emoções que os homens, são as primeiras a buscarem ajuda quando percebem que algo não vai bem.

Logo, durante o processo psicoterapêutico quando elas começam a se conhecer melhor, a serem mais assertivas na sua comunicação, a lidarem melhor com suas incongruências e a se posicionarem com mais segurança quanto ao que pensam, sentem e desejam, as pessoas próximas a elas, muitas vezes os companheiros e maridos, estranham e acabam atribuindo essas mudanças ao psicólogo que as acompanha. Já ouvi relatos como: “depois que você começou a ir nessa psicóloga você mudou, está diferente”, “começou a fazer terapia e agora está se achando”, “acho melhor você parar com essa terapia, está cada dia mais esquisita”.

Uma coisa é certa, todos fazemos parte de sistemas, sejam eles familiares, profissionais ou grupos de amigos, e assim, quando promovemos alguma mudança interna e isso repercute nos nossos comportamentos, as relações começam a ficar diferentes também e então as mudanças irradiam para os sistemas e para as pessoas que os compõem. A questão pertinente aqui é qual postura seria mais benéfica a todos: tentar entender e aprender com essas mudanças, aceitando a possibilidade de estarem ocorrendo em prol da saúde ou ficar incomodado e apegado à dinâmica existente, mesmo que cause sofrimento, temendo as mudanças que também serão convidados a fazer?

É claro também que toda a mudança envolve um sofrimento envolvido em sair da zona do conhecido e entrar na área do novo, pois adotar um novo pensamento ou comportamento implica em deixar os velhos, os hábitos já automáticos e se reinventar adotando novas formas de pensar, se comportar e expressar sentimentos, assim pode ser mais fácil reagir à mudança negativamente do que absorvê-la.

Infelizmente, muitas vezes, a pessoa que procura um apoio psicológico está muito fragilizada emocionalmente que se torna facilmente influenciável, então vemos aqui mais um motivo para procurarmos sempre um profissional qualificado e ético e nos cercarmos de pessoas que incentivam a continuidade do tratamento, sabendo lidar melhor com as mudanças que poderão surgir.

Nesses casos, quando há muita reação do marido/companheiro indico que pesquisem melhor sobre psicoterapia e me coloco à disposição para explicar melhor sobre a necessidade de uma terapia familiar sistêmica, na qual o atendimento é feito ao casal conjuntamente, e assim aquele que não está no processo psicoterapêutico pode iniciá-lo, experienciando-o, através da condução própria desse método, e tendo a vivência para desenvolver uma compreensão mais fiel à prática.

Todos nós somos pessoas que estão em constante transformação e poder contar com um processo que auxilia no autoconhecimento e nas mudanças necessárias para uma vida mais saudável e feliz traz benefícios incalculáveis! #valorizeaterapia #suporteprofissional #crescimentopessoal #nãotemaamudança #aprenderemelhorarsempre #façapsicoterapia