Coaching é um processo sistematizado de desenvolvimento humano baseado em ferramentas e técnicas, que promove a alta performance do indivíduo, potencializando e acelerando a realização das metas almejadas. É conduzido pelo profissional Coach que apoia, motiva, conduz seu cliente, denominado Coachee, a sair de um estado em que ele está, a fim de alcançar um estado desejável, em qualquer setor de sua vida, seja material, emocional, pessoal ou profissional (MARQUES, 2013).

 

Nesse processo, assume-se um compromisso com a transformação e, mais do que isso, com a reinvenção de si mesmo, ao passo que lidar com a mudança geralmente é doloroso, implica em deixar ir tudo o que não serve mais agora, porém que durante muito tempo serviu como sustento e apoio da vida, isso envolve o desapego e a construção de novos hábitos, posturas e crenças mais congruentes com os valores e significados pessoais.

 

No início do processo, o coachee apresenta sua necessidade, as metas que deseja alcançar e os fatores emocionais, pessoais ou profissionais que naquele momento o estão impossibilitando. A partir daí, são realizadas sessões periódicas, com quantidade e tempo de duração previamente estabelecidos, com o objetivo de desenvolver novas competências e habilidades, vencer crenças limitadoras, ajudando-o a definir suas metas com mais clareza, e através do cumprimento das tarefas, mobilizando seus conhecimentos de forma efetiva para o alcance rápido e assertivo de seus objetivos de vida (MARQUES, 2013).

 

Muitas vezes o coachee, inicialmente, estabelece uma meta que aparentemente representa sua maior dificuldade, porém no decorrer do processo, ocorre a conscientização dos reais fatores que envolvem a meta em si, e a atuação passa a não se restringir à realização daquela meta, se tornando mais abrangente, não se limitando somente ao sintoma, à consequência visível da questão, atingindo assim a sua origem, sua causa, os aspectos mais intrínsecos que a sustentam.

Estabelece-se uma conexão de aprendizagem estimulante e criativa, oriunda do transe conversacional, em que se atinge o estado de máxima atenção concentrada, denominado estado de fluxo-flow. Nesse estado, o coach sente o que o coachee está sentindo e ocorre a união da inteligência de ambos, gerando-se assim, a terceira Inteligência, denominada também de Self Coletivo ou cocriação, para que o coachee consiga fazer coisas que não conseguiria fazer sozinho (MARQUES, 2017).

 

A partir da estruturação de um ambiente seguro e de confiança, pode-se estabelecer uma conexão profunda, sem julgamentos, de aceitação, compreensão e apoio, no qual o coachee se permite ser completamente verdadeiro, se expor, sentir e se expressar sem barreiras, podendo compartilhar suas emoções e suas incongruências.

 

Nessa relação de parceria cria-se um contexto transformacional, no qual ocorre tanto a identificação e o desenvolvimento de competências, quanto o reconhecimento e a superação das adversidades, conseguindo-se assim libertar o potencial e maximizar o desempenho pessoal e organizacional (MARQUES, 2017).

 

O Coach se conecta com a história do coachee para inspirá-lo e maximizar seu potencial pessoal e profissional, por meio de um intenso processo de reflexão, marcado por perguntas poderosas, ocorrem os insights, possibilitando o autoconhecimento, a tomada de consciência, a ressignificação do sistema de crenças, valores e significados do coachee, resultando em mudanças positivas e duradouras (MARQUES, 2013).

 

O Coachee é conduzido a um processo poderoso de autoconhecimento, no qual consegue visualizar claramente suas forças, suas habilidades e competências, aumentando sua autoconfiança. Na abordagem da dualidade humana, permite-se reconhecer o lado luz e o lado sombra, promovendo-se a alteração da percepção de comportamentos, vivências e intenções, na medida em que o enfoque passa a ser na luz. Essa manobra repercute na reformulação de valores, na quebra de barreiras limitantes, na potencialização da humanidade, da autossuperação e da busca de soluções eficazes e transformadoras (MARQUES, 2013).

 

Quando se está disposto a encarar sua própria sombra, aceitá-la e aprender com ela, as relações internas e interpessoais se tornam mais fáceis, consegue-se restabelecer a saúde individual e coletiva, fomentando-se uma postura ativadora de luz ao invés de vítima das circunstâncias e refém da própria sombra.

 

As transformações, na medida em que se tornam profundas e permanentes, levam o coachee a novas percepções, entendimentos, alternativas e opções capazes de fazer com que ele amplie suas realizações e conquistas. Os efeitos desse processo, assim, vão para além da meta demandada, atingindo as outras áreas da vida do Coachee, beneficiando também suas relações pessoais, profissionais e, por consequência, as pessoas e ambientes em que frequenta.

 

O Coaching também é a metodologia mais atual e eficaz no alcance da excelência e do incremento dos resultados positivos em grupos e empresas, se configurando como uma competência de gestão e gerenciamento de pessoas, indispensável para executivos e líderes.

 

Não há que se falar em melhorias organizacionais sem se abordar melhorias humanas, uma vez que empresas são resultados de pessoas e, logo, quanto maior for o nível de autoconhecimento, aprendizagem e resultado das pessoas que compõem uma organização, maiores serão os resultados empresariais.

 

Nesse contexto, líderes-coaches são fundamentais, pois conseguem construir ligações de congruência entre os sentidos e valores pessoais e os sentidos e valores do trabalho, a partir das quais o ser humano consegue encontrar no trabalho e na realização de suas funções significado, alegria e satisfação. Conseguir encontrar felicidade no trabalho é essencial para que se possa fazer tudo melhor e bem feito, caso contrário se configurará uma vida repleta de arrependimentos e frustrações (MARQUES, 2013).

 

Numa perspectiva sistêmica, em que tudo influencia e ao mesmo tempo sofre influência das pessoas e dos campos com os quais se relaciona, não existe ganho se esse for baseado no prejuízo da outra parte, e toda conquista individual também é coletiva. Dessa maneira, ao analisarmos o ambiente de trabalho, no qual muitas pessoas passam a maior parte do seu dia, fica claro o papel da organização e sua responsabilidade na vida de seus colaboradores, cabendo a ela apoiar e auxiliar o desenvolvimento humano, bem como, a melhora da qualidade de vida.

 

Os principais benefícios do Coaching Individual para o colaborador compreendem: a segurança para autofeedbacks, a promoção do autoconhecimento e a gestão do tempo. No que se refere à segurança para autofeedbacks, observa-se que na medida em que o coachee aprende a fazer uma análise de si mesmo de forma estratégica, ele desenvolve segurança para mostrar ao colaborador os elementos que compõem seu universo individual e profissional de forma eficaz (IBCCOACHING, 2017).

 

Alcança-se a promoção do autoconhecimento, pois mobiliza a conscientização dos diferentes modos de interpretação do mundo e sua influência direta na maneira pela qual o indivíduo se relaciona e se comunica, promovendo assim, a compreensão das questões e fatos que influenciam seus gostos, opiniões e suas relações interpessoais (IBCCOACHING, 2017).

 

Já no que tange à gestão do tempo, o Coaching Individual melhora a organização e o gerenciamento do tempo por meio da redistribuição de tarefas, sem ignorar as atividades pessoais ou as profissionais. Isso resulta na diminuição acentuada de todos os fatores decorrentes da desorganização do tempo, quais sejam, do estresse gerado pela dificuldade em concluir todas as tarefas com êxito e excelência, além da insatisfação pessoal e cansaço pelo acúmulo de afazeres e da sensação de não sair do lugar (IBCCOACHING, 2017).