Olá queridos(as)! Meu nome é Daphne, sou psicóloga, Coaching e Consteladora Familiar, essa coluna tem o objetivo de abordar assuntos que envolvem a busca pela felicidade, procuro sempre fazer isso com leveza, alto astral e bom humor, mas o tema de hoje é bem sério e necessário, então peço licença para falar de algo que aflige a maioria das famílias e pode ser que a sua esteja passando por algo assim, vamos falar de sistemas familiares doentes.

É comum ao observarmos a própria família e as famílias de pessoas próximas, com as quais convivemos, encontrarmos diversos tipos de dificuldades como doenças hereditárias, vícios, dívidas, violência, traição, brigas, abandono, rejeição, tragédias e dificuldades de relacionamento entre as pessoas. De modo geral, as famílias têm problemas e muitas vezes esses problemas podem estar relacionados a questões geracionais.

Como está a sua realidade familiar? Será que alguma ordem foi quebrada? Será que a hierarquia é respeitada? Será que os antepassados são honrados por todos daquela família? Será que as relações estabelecidas são equilibradas? Todas as pessoas ocupam o lugar devido e assumem seu papel correspondente? O amor e a harmonia prevalecem na sua família?

O olhar sistêmico é amplo, sai da esfera individual e olha para o todo, para a interdependência e a influência mútua que existe entre todos os membros daquele sistema, é como se eles estivessem ligados por uma grande teia.  Então quando alguém da família é considerado o grande problemático será que é só ele quem está doente ou ele revela uma dinâmica familiar doentia?

A teoria sistêmica acredita que para tratar questões recorrentes nos indivíduos é importante considerar os sistemas nos quais ele está inserido, sejam eles grupos, famílias ou até empresas. Quando se passa a entender o indivíduo como pertencente ao sistema do qual ele veio: a família, pode-se perceber a importância dos vínculos familiares e como eles interferem nas dinâmicas de vida, pois a forma que a pessoa se posiciona dentro do sistema familiar geralmente é reproduzida nos outros sistemas aos quais ela faz parte. É a partir da convivência familiar que desenvolvemos nossos primeiros referenciais de existência e aprendemos inconscientemente a forma de nos relacionarmos com o outro e com a vida.

Você reproduz comportamentos dos seus pais e eles dos seus avós? O quanto esses comportamentos te dificultam ou te impedem de conquistar seus objetivos e ter realizações pessoais e profissionais? Mesmo tendo consciência desses padrões de comportamento inadequados, como você lida com eles e o quanto consegue de fato não repetí-los na sua vida?

Ao responder essas perguntas, podemos montar um retrato da cultura familiar, crenças, valores, aprendizados, padrões de pensamento e atitudes que são transmitidos de maneira consciente e inconsciente ao longo do tempo, desde os antepassados, e que influenciam nosso comportamento, nos levando a ter as mesmas escolhas feitas por nossos pais ou avós.

Mas calma, tudo tem solução! Os padrões tendem a se perpetuarem a menos que alguém os transforme, assim, as chamadas “maldições familiares” podem deixar de serem sofrimentos e passarem a ser bênçãos. Quem sabe você é a pessoa que pode mudar o destino da sua família e abrir um caminho melhor para si e para as futuras gerações?

Talvez aquele “problema” só seja um problema porque ninguém olhou para ele e reverteu o processo para algo positivo, usando essa energia para a prosperidade de todos.

Fica aqui o convite para olhar com respeito e admiração para a história da sua linhagem e perceber o que da história deles está contido na sua história. Aceitar o papel de cada um permite que os membros da família se libertem da tensão que surge quando algo está em desordem, assim é possível restabelecer a ordem fazendo com que cada um ocupe o seu lugar. Quando deixamos a responsabilidade dos outros com os outros e cuidamos somente do que nos pertence, daí sim conseguimos ter força e leveza para seguir, e dessa forma a vida pode fluir!